Financiamento imobiliário: o que você deve saber antes de fazer um?

O financiamento imobiliário é uma das alternativas mais comuns para quem deseja realizar o sonho da casa própria.

Só em 2018, foram gerados 22.623.706 contratos para financiar imóveis no Brasil, com um total de quase R$ 54 bilhões financiados (mais de R$ 1 bilhão apenas no Ceará).

No entanto, o país fechou 2018 com 2,30% dos contratos inadimplentes, segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

A inadimplência é impulsionada pelo desemprego e pela crise econômica, mas também é causada pela falta de planejamento e desconhecimento de pormenores ao financiar um imóvel.

Os pormenores do financiamento imobiliário

Se você já considerou ou está buscando um imóvel para financiar, certamente a primeira coisa com a qual pensou foi na taxa de juros do financiamento imobiliário.

No entanto, há outros custos além da taxa de juros nominal, aquela que não considera a inflação. Veja quais são os principais custos desse tipo de investimento imobiliário:

Taxa de administração do financiamento

Essa taxa é um dos dois custos fixos praticados pelas instituições financeiras e é tabelada em até R$ 25,00 por mês durante o período do financiamento.

Tarifa de avaliação do imóvel

O segundo dos custos fixos é a cobrança pelo serviço de avaliação do imóvel, que em geral é de R$ 3.100,00, independentemente do valor do imóvel.

Seguro contra morte e invalidez

Mensalmente, os bancos ou financeiras também costumam acrescentar uma fatia do seguro que resguarda o financiamento no caso de morte ou invalidez do responsável pelo empréstimo e varia de acordo com o valor do imóvel, a idade do segurado e até mesmo a seguradora.

Esses três pormenores compõem o Custo Efetivo Total (CET) e costumam representar um acréscimo significativo nas parcelas mensais dos financiamentos de imóveis.

Apesar de os bancos serem obrigados por lei a divulgarem essas informações, raramente esses custos são considerados pelos compradores.

Além deles, o comprador está sujeito a outros ônus se deseja comprar uma casa ou apartamento para morar em Fortaleza:

  • Registro do imóvel: custo que fica entre 0,3% e 1,3% do valor do bem;
  • Imposto de Transmissão de Bens Imóveis: o ITBI, como é mais conhecido, é um imposto municipal que, em Fortaleza, varia entre 0,5% e 3%, dependendo do valor do imóvel, forma de pagamento e data da transmissão. Importante lembrar que os funcionários públicos de Fortaleza são isentos de pagar o ITBI do primeiro imóvel;
  • Taxa Referencial: a TR é usada para o reajuste da dívida e costuma variar entre 0 e 2%;
  • SELIC: a taxa básica de juros costuma ser uma faca de dois gumes porque, ao mesmo tempo em que ajuda o financiamento quando está baixa, pode elevar em muito a dívida quando sobe;
  • Seguro do imóvel: diferentemente do seguro contra morte ou invalidez, ele cobre danos físicos permanentes ao imóvel, afinal, até que você conclua o pagamento do financiamento, o imóvel pertencerá ao banco.

As regras básicas para financiar um imóvel

Antes de iniciar o processo de financiamento de um imóvel, você precisa ficar atento às regras que envolvem a modalidade desejada, como o Minha Casa Minha Vida.

No entanto, existem três regras básicas, válidas para qualquer tipo de financiamento imobiliário: maioridade civil, renda comprovada e o famoso nome limpo.

Para assumir qualquer tipo de compromisso financeiro, é exigido ter mais de 18 anos de idade. Ou seja, a pessoa já é considerada adulta pelas leis brasileiras.

Além disso, o banco precisa de garantias para liberar qualquer quantia para uma pessoa. Essas garantias ficam mais rígidas quando se trata de valores altos, como para financiar um imóvel.

Portanto, é preciso ter renda compatível comprovada, seja por meio formal (CLT) ou informal declarada, e não ter débitos registrados nos serviços de proteção ao crédito.

Os tipos de financiamentos disponíveis no Brasil

O país tem um mercado financeiro bem consolidado, com diversas opções de financiamento imobiliários disponíveis, cada qual com suas peculiaridades.

Entre os mais conhecidos, estão:

Carta de Crédito FGTS

Permite a compra de imóveis até R$ 215 mil, seja utilizando ou não o saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, mas com renda mensal não superior a R$ 6.500.

Programa Minha Casa Minha Vida

Possibilita o financiamento de imóveis até R$ 300 mil, dependendo do município, por famílias com renda mensal de até R$ 9.000.

Pró-Cotista

Linha de financiamento específica para quem tem até 10% do valor do imóvel aplicado no fundo

SBPE

O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo tem taxa atrativa, mas só financia 70% do valor dos imóveis, com exceção dos funcionários públicos, que podem financiar até 80% de imóveis usados e 90% de imóveis novos.

SFI

Direcionado para quem pretende adquirir imóveis acima de R$ 950 mil e não permite utilização do FGTS.

Se você fica perdido em meio a tantas opções de financiamento imobiliário e as diversas regras de cada um, conte com o auxílio da Alian Soluções Imobiliárias.

Basta entrar em contato conosco por e-mail, pelo telefone (85) 3266-5000 ou através do WhatsApp (85) 98199-5010.

Confira o que é necessário para financiar um apartamento com o FGTS

O uso do FGTS para comprar imóveis é uma das alternativas mais comuns e interessantes para financiar um apartamento.

Isso porque o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, além de ser uma reserva para abater na entrada, proporciona benefícios quando vinculado ao financiamento.

Se quer saber o que é preciso para aproveitar essas facilidades, confira nosso artigo!

Os benefícios do FGTS para comprar imóveis

Para estimular o segmento imobiliário e aquecer o mercado de imóveis, o Governo Federal instituiu, na década de 1960, o Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O SFH é um sistema de financiamento habitacional do governo que facilita a construção, reforma ou aquisição de imóveis residenciais.

Atualmente, o saldo do FGTS pode ser usado como entrada na contratação de um financiamento imobiliário — o que, em muitos casos, proporciona taxa de juros menor. Ele também pode ser utilizado na amortização e até liquidação do saldo devedor de financiamentos de imóveis realizados pelo SFH.

E, também para os contratos assinados no âmbito do SFH, o beneficiado pode usar o saldo do FGTS para diminuir em até 80% o valor das prestações de um financiamento por até 12 meses consecutivos.

As regras para financiar um apartamento com ele

Para usufruir de todos os benefícios do FGTS ao financiar um apartamento ou uma casa, é preciso cumprir algumas regras. Veja quais são:

Ter tempo mínimo de contribuição

O tempo mínimo de três anos de contribuição ao FGTS, consecutivos ou não, é exigido para que o comprador possa utilizar seu saldo na compra do imóvel, mesmo que ele não esteja com carteira assinada na ocasião.

Usar o dinheiro em uma das situações definidas

O saldo do FGTS pode ser usado para comprar ou financiar imóveis, na amortização de um financiamento e para dar lances ou complementar uma carta de crédito de um consórcio imobiliário.

Morar na mesma cidade do imóvel a ser financiado

É vetado o uso do FGTS para financiar ou comprar imóveis fora da cidade em que o comprador mora ou trabalha há mais de um ano.

Financiar imóveis de agentes autorizados

Atualmente, são considerados agentes autorizados as cooperativas, os consórcios imobiliários, as construtoras ou os agentes financeiros (bancos e financeiras).

Ter, o imóvel, valor abaixo do teto estipulado

O uso do FGTS para financiar um apartamento ou uma casa está condicionado ao valor máximo do imóvel em R$ 1,5 milhão, independentemente do estado brasileiro.

Ser proprietário de outro imóvel na mesma cidade

Caso o comprador já tenha um imóvel registrado em seu nome na mesma cidade em que deseja adquirir outro ou ainda esteja com um financiamento imobiliário aberto, o uso do saldo do FGTS será vetado.

Financiar imóveis em seu próprio nome

Mesmo que o comprador queira usar seu saldo para financiar um apartamento para um filho morar sozinho, por exemplo, o uso do FGTS para comprar imóveis é apenas para financiamentos no nome do próprio comprador.

Aguardar o tempo mínimo para liquidar financiamentos

Usar o saldo do FGTS para liquidar ou amortizar prestações de um financiamento imobiliário, respeitando a regra dos 80%, só é possível a cada dois anos.

Como pode ver, o uso do FGTS na compra de imóveis possibilita diversos benefícios para você aproveitar o crédito imobiliário em alta e realizar seu sonho da casa própria ou de financiar um apartamento novo.

Mas existem muitas regras que devem ser respeitadas. Por isso, conte sempre com o auxílio de profissionais do setor imobiliário, como a equipe da Alian Soluções Imobiliárias, que está pronta para sanar suas dúvidas e ajudar a realizar o seu sonho.

Bom momento para comprar imóveis: entenda por que você deve investir agora

Dados apontam que estamos iniciando um novo ciclo imobiliário, com a recuperação do mercado, o que nos deixa em um bom momento para comprar imóveis. Quer entender melhor? Confira em nosso artigo.

O ano de 2019 se iniciou com muitas incertezas e o mercado ainda se mantém receoso. Mas o encaminhamento de medidas de reajuste das contas públicas, como a aprovação da Reforma da Previdência, tem injetado esperança nos investidores.

Como a grande expectativa é que a economia melhore nos próximos meses, este é um bom momento para comprar imóveis se você tiver alguma reserva.

Não sabe por quê? Acompanhe em nosso artigo os indicativos de que você deve se decidir agora.

A melhora do mercado imobiliário

O fechamento do ano de 2018 já mostrava rearranjos do mercado imobiliário, com reaquecimento do setor.

É fato que as pesquisas realizadas pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) demonstraram uma melhora tímida, principalmente pelas incertezas políticas.

Com o cenário político definido nas eleições do ano passado, os investidores passaram a apostar suas fichas nas medidas de correção dos rumos da economia.

Apesar de as contas públicas precisarem de tempo e dedicação para saírem do vermelho, uma das principais apostas do mercado, a Reforma da Previdência, tem caminhado.

Isso faz com que os investidores fiquem mais confiantes e busquem ampliar seus aportes no país, seja por meio de investimentos em seus negócios ou pelo aquecimento da economia.

O bom momento para comprar imóveis

De acordo com estudiosos, o setor imobiliário passa por ciclos de quadriênios que, desde 1980, contemplam quatro fases: recuperação, expansão, excesso de ofertas e, por fim, recessão.

Com a recuperação da economia começando a dar seus primeiros passos, nos encontramos em um bom momento para comprar imóveis.

Isso porque, ao analisarmos a última década, nos deparamos com os seguintes acontecimentos:

  • 2008: crescimento do mercado imobiliário com aumento de investimentos pós-crise e aquecimento do setor de construção civil;
  • 2010: início da valorização do setor imobiliário, com aumento do valor do metro quadrado e boa parte do país;
  • 2012: consolidação do crescimento de financiamentos imobiliários, superando a casa de R$80 bilhões;
  • 2014: atingido o auge de R$113 bilhões em financiamentos para compra de imóveis no país;
  • 2015: a instabilidade política retraiu a economia brasileira, fazendo os financiamentos recuarem em 33% e os imóveis sofrerem desvalorização real;
  • 2016: registrou-se queda real de 5% no preço médio dos imóveis pelo país;
  • 2018: no final do ano, o mercado imobiliário registrou sua melhor situação desde 2015;
  • 2019: o Banco Central reduz a taxa de juros e o valor dos imóveis se mantém estável.

Com a queda da taxa básica de juros, atingindo o menor nível nas últimas três décadas (6%), os financiamentos devem se tornar mais acessíveis e reforçar o desejado reaquecimento da economia.

A oportunidade de investimento em imóveis

A redução da taxa de juros faz com que as aplicações rendam menos. Isso nos deixa em um bom momento para investir em imóveis, evitando a desvalorização dos investimentos.

O momento fica ainda mais oportuno com as recentes indicações de valorização no preço dos imóveis.

Ou seja, para quem tem aplicações na poupança, por exemplo, é interessante usar essas reservas para compra de imóveis, fugindo dos baixos rendimentos da poupança e aplicando em imóveis, que tendem a se valorizar ainda mais nos próximos meses.

Como podemos ver, um novo ciclo de quatro anos está se consolidando, com a recuperação do mercado imobiliário.

E você, vai perder esse bom momento de investir em imóveis? Se não, use os comentários para contar pra gente em que tipo de imóvel você tem interesse em investir para aproveitar essa fase, ou entre em nosso site e confira as oportunidades.